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Salão do Livro do Baixo Amazonas bate recorde de visitantes

 

O XI Salão do Livro do Baixo Amazonas se despediu de Santarém, no Oeste do Pará com recorde de público neste domingo, 16. Mais de setenta mil visitantes foram ao espaço Pérola do Tapajós, no Parque da Cidade, que ofereceu 50 toneladas de títulos e uma programação artístico-cultural diversificada durante dez dias.

 

O grande movimento no salão literário começou no sábado. Os estandes, corredores, praça de alimentação e espaço cultural do Pérola do Tapajós, onde ocorriam o evento, ficaram lotados. Inclusive o estande da Secult recebeu a visita do embaixador de Luxemburgo no Brasil, Carlo Krieger, que estava em missão oficial no Brasil em Santarém e aproveitou para comprar alguns livros.

 

Os santarenos aproveitaram para “garimpar livros com preços mais em conta. O estudante de Ciências Sociais, Luan Souza, disse que acatou o conselho do pai para vir nos últimos dias e encontrar tudo mais barato. “Consegui comprar tudo que queria, inclusive o Manifesto Comunista de Friedrich Engels, que queria há algum tempo”, disse.

 

Para quem levou as crianças a opção de lazer e entretenimento estava no espaço cultural do Salão do Livro, que apresentou o “Jardim de Alice”, montagem do Projeto Camapu, de Belém, que utiliza o marionestismo para contar histórias. A enfermeira Nazaré Silva foi com o marido para o Salão do Livro e disse que ficou maravilhada com todos os personagens da apresentação, principalmente com a marionete Alice: “Ela é uma delicadeza nos movimentos, nas expressões. A trilha sonora é perfeita. Nunca tinha visto um show de marionetes e não imaginava que era tão lindo, tão real os movimentos dos personagens”.

 

Outro estande bastante visitado foi da Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS), que fez uma homenagem ao violonista santareno consagrado no Brasil e na Europa, Sebastião Tapajós, com show de violonistas da terra, que foram acompanhados pelo músico santareno, que completa 76 anos.

 

Balanço final

Segundo a Associação Nacional do Livro (ANL) foram comercializados 61 mil livros, movimentando cerca de R$1, 1 milhão nos 32 estandes montados por editoras, veteranas e estreantes no Salão do Livro.

 

Arnaldo Sampaio, servidor da editora do Senado Federal, disse que o estande do Senado e da Câmara dos Deputados, que veio pela primeira vez para o Salão do Livro, comercializou mais de três mil livros, entre os mais vendidos estão: a Constituição Federal, legislação sobre educação (LDB) e o ECA- Estatuto da Criança e do Adolescente. “Fizemos uma pesquisa de satisfação e constatamos que 98% das pessoas que vieram ao nosso estande ficaram satisfeitas com a livraria do Senado e 100% aprovaram a nossa vinda para o Salão do Livro”, disse.

 

O XI Salão do Livro do Baixo Amazonas, que é uma extensão do XXII Salão do Livro paraense, que ocorreu em Belém, teve este ano 150 editoras representadas. A veterana Selecta, que participou de todas as edições da Feira em Belém e das últimas seis edições do Salão do Baixo Amazonas, comemorou o volume de vendas. “Este ano não teve crise. As nossas vendas superaram todas as expectativas”, disse a expositora Deia Farias.   

 

 

A dona de casa Raimunda Santana, veio com as filhas Raíza e Eamuele no último dia e aproveitou as promoções. “Comprei dois livros de receitas, palavras cruzadas, mas minhas filhas compraram outros livros para o trabalho delas e também de romance. É uma oportunidade muito boa para todos nós”, disse.

 

Oportunidade também para o artista local. A Academia de Letras e Artes de Santarém (ALAS), instituição criada pela Lei 17.847 de 18 de junho de 2004, para preservar e valorizar a cultura santarena, dividiu o estande com Instituto Histórico e Geográfico de Santarém e Grupos de Estudos e Pesquisas, Preservação, valorização Histórica e Educação no Brasil e colocaram no espaço, além de literatura, músicas, pinturas e escultura. “A nossa participação no Salão do Livro atingiu todos os nossos objetivos, pois tivemos a oportunidade de dar visibilidade às nossas instituições, e trazer para cá nossa literatura, saraus, exposições de arte e ainda apresentação de artistas da terra”, disse Anselmo Alencar, presidente da ALAS.  O Salão do Livro do Baixo Amazonas se incorporou ao calendário de eventos da cidade. Foram criados 150 empregos diretos.

 

 O Salão do Livro do Baixo Amazonas se encerrou, no domingo, com o concerto “Harmonias da Floresta”, com a cantora lírica Carmem Monarcha e a Orquestra Sinfônica do Instituto Maestro Wilson Fonseca, com regência do maestro Wilson Fonseca Júnior.

 

Por Katia Aguiar