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Célimène Daudet e Yamandu Costa são atrações do Festival de Música na Estrada

 

A música roda o país e agora faz uma paradinha em Belém, trazida pelo Festival Música na Estrada 2017 realiza. A terça-feira teve materclass com a pianista francesa Célimène Daudet ministrado para aluna da Escola de Música da UFPA e nesta quarta, 25, ela participa como solista do concerto de abertura do festival junto à Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP), com regência do maestro Miguel Campos Neto. A pianista nasceu em Aix-en-Provence, no sul da França, mas tem influências de duas culturas, a francesa e a haitiana. Iniciou seus estudos no conservatório de sua cidade natal dando continuidade mais tarde nos Conservatórios de Lyon e Paris.

O festival é uma realização do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura, através da Lei Rouanet e da Lei Rouanet e da Kommitment Produções Artísticas, o festival é apresentado pela Caixa Seguradora com o patrocínio máster do Banco Nacional do Desenvolvimento e BNDES e patrocínio da Instituição de Ensino Superior Estácio. O evento tem apoio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Governo do Pará e do Theatro da Paz, por meio de seus corpos artísticos

O Concerto

Descrita pela imprensa por seu "lirismo sedutor, delicado e ardente", Célimène Daudet recebeu cedo reconhecimento e apoio de várias fundações culturais como o Banff Center for the Arts no Canadá, a Fundação Safran, o Suez Environment Group e o BNP Paribas. Detentora de grande musicalidade, venceu o Concurso Internacional Jean Francaix, depois o Concurso Internacional da FNAPEC e o Prêmio Internacional Pro Musicis. 

Em 2013, gravou o álbum "Dans la Malle du Poilu" pelo selo Arion em duo com a violinista Amanda Flavier, recebendo o Prêmio de Melhor Álbum do Ano pelo jornal francês "Le Monde". Em 2016, gravou pelo selo NoMadMusic o primeiro volume de uma integral das dez sonatas de Beethoven para piano e violino, também com a violinista Amanda Flavier. Agora, é a vez de Belém conferir a aprestação da artista, atividade possibilitada por meio da inédita parceria internacional de cooperação artística com a Associação Xanadu, responsável pelo Festival de Música “Les 2 Mondes”, realizado em Mulhouse, na França.

O maestro Miguel Campos Neto explica que o repertório para a noite de abertura - que terá compositores como os franceses Pierre Thilloy (que volta à Belém pela terceira vez e estará presente no concerto) e Maurice Ravel (1875-1937), além do russo Piotr Ilyich Tchaikovsky (1840-1893) - foi escolhido para apresentar ao público obras já conhecidas e tradicionais do repertório clássico, além de uma especialmente composta por Thilloy em celebração aos 400 anos da capital paraense. "Saudades de Belém" foi apresentada pela primeira vez ano passado. 

"Essa peça foi composta para ser apresentada em diversas vezes, não somente na comemoração do aniversário da cidade, em 2016. Por isso, trouxemos ela novamente para o nosso programa. É uma peça francesa com ritmos brasileiros. Além disso, toquei com a Célimène na França e desta vez tocaremos Bach.  As peças de Ravel são conhecidíssimas e já a de Tchaikovsky, para quebrar o clichê de um programa somente francês. Então, fazemos homenagem à parceria, mas diversificando o repertório", comenta Miguel Campos Neto. 

Yamandu Costa

 O violonista Yamandu Costa ministra masterclass na quarta-feira (25), das 15h às 18h, também na Escola de Música da UFPA. Nascido em Passo Fundo (RS) em 1980, ele começou a estudar violão aos 7 anos de idade com o pai, Algacir Costa, líder do grupo “Os Fronteiriços” e aprimorou-se com Lúcio Yanel, virtuoso argentino radicado no Brasil. Até os 15 anos, sua única escola musical era a música folclórica do Sul do Brasil, Argentina e Uruguai. Depois de ouvir Radamés Gnatalli, ele começou a procurar por outros brasileiros, tais como Baden Powell, Tom Jobim, Raphael Rabello entre outros. 

Aos 17 anos apresentou-se pela primeira vez em São Paulo no Circuito Cultural Banco do Brasil, produzido pelo Estúdio Tom Brasil, e a partir daí passou a ser reconhecido como músico revelação do violão brasileiro. Suas interpretações performáticas conseguem remodelar cada música que ele toca e revela uma profunda intimidade com seu instrumento. Yamandu toca de choro a música clássica brasileira, mas também é um gaúcho cheio de milongas, tangos, zambas e chamamés. Um violonista e compositor que não se enquadra em nenhuma corrente musical ele é uma mistura de todos os estilos e cria interpretações de rara personalidade no seu violão de 7 cordas. Yamandu faz jus ao significado de seu belo nome “o precursor das águas”.

Em Belém, na quinta-feira (26), às 20h, ele apresenta o show "Recanto", um retrato íntimo que expressa o sentimento de fazer parte de um lugar retirado, "não geograficamente retirado, mas sim sentimentalmente. Quase preservado. O concerto é meu canto, meu recanto, onde meu sentimento pode viver naturalmente. São música que apresento por meio de um bate-papo a fotografia das minhas viagens, a sonoridade da música latino-americana, as influências que eu tive. Conto as histórias das composições, algumas engraçadas e tudo o mais. É uma maneira de aproximar as pessoas da minha trajetória e deixar o clima do concerto mais casual que formal", explica. 

O Festival

            O Festival Música na Estrada promove desde 2011 programações gratuitas de arte e cultura com o objetivo de formar plateias para apreciação musical e promover intercâmbios para a valorização de conteúdos artísticos de várias regiões do país. Todas as atividades do evento são gratuitas. Este ano, após Belém, o festival segue para Brasília, de 9 e 19 de novembro. Na sequência, o Festival chega a Manaus para uma temporada que vai de 20 de novembro a 6 de dezembro. Santarém, no Pará, celebrará o retorno do Festival de 22 a 26 de novembro. De 13 a 17 de dezembro, já em clima natalino, será a vez de Porto Velho receber o Festival pela sétima vez. Em março de 2018 as cidades de Boa Vista e Macapá receberão o Festival. O projeto tem como objetivo conectar o público com artistas de diversas regiões do país por meio das artes. Todas as cidades receberão também oficinas de música clássica e instrumental, regência e dança.

O evento apresenta números expressivos: em 2016, foram 17 mil quilômetros percorridos em seis estados da Amazônia brasileira, com 30 apresentações, 400 pessoas entre artistas, produtores, técnicos e prestadores de serviços, 43 professores de música e de dança, 500  alunos e mais de 15 mil pessoas prestigiando as apresentações do festival. “Para este ano, estamos esperando um aumento de 20% no público a ser contemplado. Afinal, é para isso que desenhamos o Festival todos os anos: para sempre envolver, encantar e sensibilizar cada vez mais pessoas. Só  a arte é capaz desta mobilização”, diz. 

A Kommitment  

Dança, música, teatro, balé e conteúdos educacionais compõem o leque de projetos da agência cultural Kommitment Produções Artísticas, de Fernando Ramos e Marcia Ximenez, fundada em 2011. Com estes projetos a produtora atende as estratégias de posicionamento de importantes marcas do mercado nacional e reforça a visão de que incentivar a cultura é uma forma de contribuir para o enriquecimento educacional de uma sociedade. Visite: www.kommitment.com.br

A partir de 23/10, às 14h, 50% dos ingressos para as apresentações dos dias 25 e 26/10 estarão disponíveis no site www.ticketfacil.com.br. Retirada limitada a dois ingressos por pessoa, com taxa de conveniência a R$2 por ingresso. Os demais 50% dos ingressos podem ser retirados nos dias dos espetáculos, a partir das 9h, na bilheteria do teatro.