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Maestro português rege a Sinfônica do Theatro da Paz

 

Uma noite de música portuguesa e brasileira para comemorar. Assim será o concerto “Grêmio 150 Anos – Cada vez mais Luso-Paraense”, que será realizado nesta quinta-feira, 28, às 20h, com a Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz sob duas regências: o maestro português Cesário Costa, convidado especialmente para o evento, e o maestro titular Miguel Campos Neto. Os ingressos estão disponíveis na bilheteria da casa. O evento é uma promoção do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult) e Academia Paraense de Música (APM), em parceria com o vice-consulado de Portugal e Instituto Camões e patrocínio do Grêmio Literário Português.

O concerto terá as obras “Te Deum: abertura para duas orquestras”, de Sousa Carvalho (1745-1798); “Nocturno”, de António Fragoso (1897-1918); “Variações sobre um tema alentejano”, de Braga Santos (1924-1988); “Suíte Alentejana nº 1: Fandango”, de Luís De Freitas Branco (1890-1955); com a regência de Cesário Costa; além da abertura da ópera “Guarani”, de Carlos Gomes (1836-1896); O trenzinho do caipira, de Villa-Lobos (1887-1959), Uirapuru de Waldemar Henrique (1905-1995), e Batuque, de Oscar Lorenzo Fernández (1897-1948), com a regência de Campos Neto.

Esta é a primeira vez que o maestro de Portugal vem à capital paraense para participar de um concerto. É inédita também a maneira como o programa foi pensado para ser apresentado, unindo compositores da música orquestral de além-mar e de terras brasileiras. Sobre os compositores lusitanos, Costa comenta que são obras muito particulares. "Sousa Carvalho é do período clássico e apresentaremos uma composição que foi feita para duas orquestras e que dialogam uma com a outra. As outras obras são de compositores do século 20 e um dos mais importantes foi Luís Branco. Além de ter escrito um conjunto de obras significativas, ele foi professor dos mais importantes compositores que se formaram depois”, explica.

Ele exemplifica como um destes alunos de Luís Branco, o compositor António Fragoso, que morreu aos 21 anos. “Iremos executar a única composição que ele fez para orquestra”, enfatiza, revelando, ainda, que também por meio da música erudita será possível ouvir temas de canções de regiões específicas de Portugal. “Vamos ouvir temas das regiões do Alentejo e Algarve. Dessa forma o público terá oportunidade de ouvir obras desde o período clássico até o século XX”, diz.

Os ensaios com a OSTP foram marcados pelo diálogo com os músicos para a condução do programa. “É um grupo extremamente jovem e tem aspectos positivos, uma energia no ar, é possível perceber uma entrega e vontade de fazer música. Isso é interessante e nos dá condições de fazermos excelentes trabalhos. São músicos formados em Belém, é importante, pois mostra que a formação está sendo feita aqui mesmo, e já se tem oportunidade de tocar numa orquestra profissional. Ganhamos todos, maestros, músicos e o público, que pode desfrutar de algo extremamente bom”, comenta Cesário Costa.

O maestro titular da OSTP, Miguel Campos Neto, enfatiza a representatividade dos compositores. “Se trata de um concerto de amizade entre dois países, então, procuramos compositores e obras que seriam mais representativas do Brasil e do Pará, e Carlos Gomes preenche esses dois campos, pois é um dos maiores do país e também teve sua história atrelada a Belém. Villa-Lobos tinha que estar presente e o Trenzinho do Caipira é sua obra mais célebre. O 'Batuque', de Lorenzo Fernándes, mostra a influência negra na música brasileira. E Waldemar Henrique é o grande representante da nossa música paraense”, explica Miguel Campos Neto.

O regente titular esclarece, ainda, que mesmo sendo a primeira vez do maestro Cesário Costa em contato com a OSTP, ele terá um diálogo fácil e rápido com os músicos. "Isso na regência se dá pelo fato de tanto os regentes, como emissores da mensagem, e os músicos, como receptores, serem altamente treinados em uma linguagem padronizada e clara que permite que regentes e músicos que nunca se viram consigam fazer música juntos desde o primeiro encontro”, diz o maestro titular sobre a parceria.

 

Serviço:
Concerto “Grêmio 150 Anos – Cada vez mais Luso-Paraense”

Quinta-feira (28), às 20h, no Theatro da Paz

Ingressos: R$ 20

Vendas na bilheteria do teatro e pelo site www.ticketfacil.com.br

Informações: 4009-8758

Programa

Sousa Carvalho (1745-1798) - Te Deum: abertura para duas orquestras

António Fragoso (1897-1918) - Nocturno

Braga Santos (1924-1988) - Variações sobre um tema alentejano, Op.18

Luís de Freitas Branco (1890-1955) - Suíte Alentejana nº 1: Fandango

(Intervalo)
Antônio Carlos Gomes (1836-1896) - Abertura da ópera "O Guarani"

Heitor Villa-Lobos (1887-1959) - O trenzinho do caipira

Waldemar Henrique (1905-1995) – Uirapuru

Oscar Lorenzo Fernández (1897-1948) - "Batuque"

 

Por Dominik Giusti