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Secult comemora título da OSTP como melhor orquestra do Brasil

 

A Orquestra Sinfônica do Theatro da Paz (OSTP) chegou aos 20 anos de criação com reconhecimento nacional da excelência de sua atuação na Amazônia e no Brasil. O secretário de Estado de Cultura, Paulo Chaves, comemora a menção da sinfônica como destaque nacional de 2017 no Brasil, superando a Orquestra Sinfônica Municipal de São Paulo (OSMSP), na avaliação da revista Movimento, feita pelo crítico Leonardo Marques, autor do balanço nacional. Sendo um dos responsáveis pela criação da sinfônica, o secretário lembra que a OSTP surgiu de forma embrionária em setembro de 1996, para a execução da Missa Nossa Senhora da Conceição, em homenagem ao centenário do compositor Antônio Carlos Gomes.

Mas para o secretário, essa não seria uma forma correta de permanecer com o grupo e, por isso, naquele momento decidiu institucionalizá-la. Assim, em dezembro de 1996, a OSTP foi criada de maneira formal, com um concerto no Theatro da Paz. “Costumo dizer que o possível a gente faz logo e o impossível só demora um pouco mais. Parecia impossível fazer uma orquestra aqui no Pará, o que não havia até então. Apenas reuníamos alguns músicos e era como fazíamos os concertos. Hoje temos um corpo, músicos com carteira de trabalho assinada. E era um contrassenso para a nossa história do Pará, que tem tradição musical, tanto no erudito quanto no popular, da música de raiz à música sofisticada, que não tivéssemos uma orquestra”, diz.

Paulo Chaves acrescenta, ainda, que a conquista e o reconhecimento da OSTP é fruto de um trabalho conjunto, entre os 66 músicos, o seu regente titular, Miguel Campos Neto, e o corpo de técnicos, que possibilitam a sua existência funcional. “É preciso louvar a dedicação dos músicos, que são jovens e têm muito mais para crescer. Estão no caminho certo. A orquestra tem um regente excelente, que tem até foto ainda menino tocando violino lá, ele vive isso desde o nascimento da OSTP. Fez os cursos fora e voltou preparado, no ponto para reger. E é maestro estudioso e dedicado. Tem a parte teórica bem desenvolvida e cultura musical”, destaca.

Tradição

Boa parte dos músicos da OSTP provém de centros de formação de excelência no estado, como o Instituto Estadual Carlos Gomes (IECG) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), que mantém a Orquestra Sinfônica Altino Pimenta (Osap), além de projetos como os que são desenvolvidos pela Fundação Amazônica de Música (FAM), sob coordenação da professora Glória Caputo - também nome importante na formação da orquestra, como a Orquestra Jovem Vale Música (OJVM).

“O estado paga a formação de músicos e professores de alto nível, alunos para todos os instrumentos. E não se tinha chance de se ter orquestra de alto nível. Agora temos, com programação permanente, do barroco ao contemporâneo, com casa lotada, com trabalhos de formação de plateia. Sinto-me emocionado em ter tido a oportunidade de estar no lugar certo, na hora certa. Foi um improviso, no passado. Mas eu disse que não ficaríamos assim. E para ter prestígio, disse ainda que levaria o nome do Theatro da Paz, que tem longa tradição é conhecido mundialmente, pela sua acústica extraordinária. A orquestra é a alma dessa casa, dá vida ao teatro, em uma harmoniosa convivência entre arquitetura e memória, o que sonoramente expressa a sua história. Foi algo que durante o século XIX, com o apogeu da borracha, se investiu. Houve a sensibilidade de se investir na cultura, quando eram fortes as temporadas de ópera e o belcanto”, informa Paulo Chaves.

O secretário destaca, ainda, que a criação da OSTP e a sua permanência ao longo de mais duas décadas só foi possível graças ao aporte e, ainda, à sensibilidade dos governadores Almir Gabriel, quando da sua primeira formação, e Simão Jatene, para o seu apogeu. “Vou repetir: só foi possível realizar o impossível por que tivemos governadores sintonizados e sensibilizados para a causa. Esta conquista também é fruto de como essa ideia circulou na gestão desses dois governadores, se não, não aconteceria”, finaliza Paulo Chaves.

Por Dominik Giusti