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Exposição A Adesão do Pará à Independência do Brasil

Marco importante da História do Pará é a Adesão do Grão-Pará à Independência do Brasil, ocorrida em 15 agosto de 1823. Eclodindo a exatos duzentos e dois anos, a Adesão significou a unificação do Grão-Pará ao Brasil. Antes de 1822 a então Província do Grão-Pará se comportava como uma colônia portuguesa, à parte em um território amplo que incorporava o atual estado do Pará, Amapá, Amazonas, Rondônia e Roraima. No entanto, tudo mudou após a independência política do Brasil em 07 de setembro de 1822, quando as fontes documentais do Arquivo Público mostram que a província "presa" por fortes laços à metrópole portuguesa não quis participar dessa independência.

Vale ressaltar que entre a população havia defensores da chamada adesão à Independência. Em Belém, por exemplo, os propagandistas da Adesão foram presos, deportados e outros fugiram do Estado. Entre os que foram presos e deportados estava o cônego Batista Campos, proprietário do Periódico chamado "O Paraense", que fazia campanha em prol da Independência e da expulsão dos governantes portugueses do Grão-Pará.

As coisas mudaram quando D. Pedro I, desejoso de unificar todo o território ao seu Império criou uma força militar e naval que contava com a participação de mercenários de diversos reinos, mas que foi comandada pelo Almirante inglês Lorde Cochranne. A armada atacava pelo litoral as províncias que até então se negavam a fazer parte do Império brasileiro, no caso, a Província Cisplatina, a Bahia, o Piauí e o Maranhão.

O Lorde Cochranne pessoalmente chefiando as campanhas navais, chegou com êxito ao Maranhão, mas em São Luiz delegou o comando de um único navio, o brigue Maranhão, ao tenente inglês John Pascoe Grenfield para que se dirigisse ao Pará. Habilmente, o Lorde fez uma carta blefe exigindo a adesão do Pará ao Império do Brasil, com garantias de que não haveria mudança política e econômica na mesma, caso esta ocorresse pacificamente. Porém, se não fossem atendidas as reivindicações, Belém seria atacada com forças navais que estariam secretamente escondidas nas ilhas próximas à capital. No entanto, não havia tal esquadra escondida, posto que a maior parte da força naval ainda estava no Maranhão e apenas um navio fora enviado ao Pará.

Grenfield aportou na cidade de Belém e logo o mesmo entregou a carta para as autoridades provinciais, que ficaram em um grande dilema: resistir e correr o risco de perder tudo no Grão-Pará, em caso de invasão e derrota, ou então acatar a proposta e manter bens e privilégios. A decisão favorável à adesão não foi unânime, pois José Maria de Moura se negou em acatá-la, sendo mais tarde preso e enviado para Lisboa.

Dado a importância do assunto retratado acima, bem como a aproximação da data comemorativa de adesão do Pará a Independência, elaborou-se a exposição virtual com a finalidade de rememorar o tema abordado, a partir de documentos disponíveis no acervo do Arquivo Público.


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