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Quinteto de Saxofones da Amazônia Jazz Band se apresenta no Foyer do Theatro da Paz

Apresentação, de 18h30 às 19h30, será por ordem de chegada e limitada à lotação do Foyer, que é de cinquenta lugares
Por Iego Rocha (SECULT)
20/06/2022 11h10

Em mais uma edição da série “Música de Câmara do Theatro da Paz”, nesta segunda-feira (20), às 18h30, o público recebe o Quinteto de Saxofones da Amazônia Jazz Band (AJB) para uma apresentação no Salão Nobre Foyer. A série Música de Câmara é uma realização do Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), Theatro da Paz e Academia Paraense de Música (APM). 

O espetáculo ocorrerá das 18h30 às 19h30 e a entrada custa R$2,00, por ordem de chegada e limitada à lotação do Foyer, que é de 50 lugares. 

Durante a apresentação, os expectadores podem esperar muita música com clássicos da bossa nova, temas conhecidos de filmes, improvisações, além de toda a mistura rítmica da valsa jazz, do baião e do drum bass. 

O grupo formado por oito músicos da Big Band, sendo estes: os saxofonistas Elias Coutinho, Marcos Vinícius, Toninho Gonçalves, Daniel Serrão e Iuri Paulino; o percussionista Thiago D’Albuquerque; o pianista Edgar Matos e o contrabaixista Augusto Meireles, conhecido como “Babu”. 

Este  concerto do quinteto de saxofone promete ser uma seção rítmica, com acompanhamento da sonoridade da percussão, do contrabaixo e piano, afirma Elias Coutinho, chefe do naipe de saxofones da AJB. 

“Sempre gosto de lembrar de naipes lendários, como o ‘Quinteto de Saxofone Super Sax’, um grupo norte-americano com uma extensa carreira e vários discos lançados, exatamente com nossa formação. O diferencial da nossa formação é que temos percussão e nossos arranjos não são só para o jazz, incluímos música brasileira”, explica o artista. 

O espetáculo será aberto com uma música tema muito conhecida do filme “Missão Impossível”, em que os músicos vão apresentar improvisações com a presença marcante da interpretação de cada músico. Em seguida, é a vez de “Wave”, do artista Tom Jobim, clássico da bossa nova, com arranjo de Elias Coutinho, que trouxe uma seção rítmica para essa formação de saxofones – lembrando a influência que a música americana tem dentro da música brasileira. A obra conta, inicialmente, com estrutura original e na parte b apresenta um ritmo característico da valsa jazz. 

A terceira música a ser tocada é “Barquinho”, de Roberto Menescal, com arranjos também de Elias Coutinho.  Desta vez, o artista quis apresentar ao público um pouco da contemporaneidade de estilos, trabalhando em mudanças rítmicas que envolvem o ritmo norte-americano eletrônico, intitulado drum bass, que é um estilo de música pop. Ainda na mesma música, o estilo baião também será contemplado, implementando a mudança estilística para trazer uma nova leitura à música  clássica. 

A quarta música a ser apreciada é “Over The Rainbow”, música tema do filme “O mágico de Oz”. Somente o quinteto de saxofone vai apresentar esta peça para trazer uma sonoridade diferente, que tem semelhança com a formação tradicional do quinteto vocal – que nesta formação conta com instrumentos exatamente como as vozes barítono, tenor, alto e soprano. Este promete ser um momento marcante, que trará ao público nostalgia. 

A quinta obra é “Spain”, um clássico da música instrumental internacional, do pianista e compositor Chick Corea, cuja música traz uma menção à música hispânica e na composição há a presença do samba. 

Por último, a sexta música é um hino para todos os paraenses: “Foi assim”, dos irmãos Paulo André e Ruy Barata, com arranjo de Saldanha, trombonista e arranjador que já foi integrante de outra formação da AJB. 

O Saxofone

O saxofone foi inventado na Bélgica, por volta de 1840, por Adolphe Sax. O saxofone é um instrumento de sopro da família das madeiras, que, ao contrário de todos os outros instrumentos desta família, nunca foi construído com este material. 

Fabricado em metal, possui um longo tubo cônico, com cerca de 26 orifícios que têm as aberturas controladas por cerca de 23 chaves e uma boquilha que pode ser de metal ou de resina, em que se acopla uma palheta de madeira, geralmente bambu ou material sintético. 

Por possuir um som potente, foi adotado em bandas militares e em grupos populares, especialmente os de jazz. 

Na música clássica, o instrumento ganha destaque com Debussy, na sua rapsódia para Saxofone e Orquestra; e com Mussorgsky, na sua obra Quadros de uma Exposição, na qual ele representa um castelo antigo. 

Músicos

SAXOFONES 
Elias Coutinho 
Marcos Vinícius 
Toninho Gonçalves 
Daniel Serrão 
Iuri Paulino 
PERCUSSÃO 
Thiago D’Albuquerque 
PIANO 
Edgar Matos 
CONTRABAIXO 
Augusto Meireles (Babu) 


Programa

THEME FROM MISSION: IMPOSSIBLE 
Lalo Schifrin 
(Arr. Ph. Marillia) 

WAVE 
Tom Jobim 

BARQUINHO 
Roberto Menescal 
(Arr. Elias Coutinho) 

OVER THE RAINBOW 
Harold Arlen 
(Arr. G. Parmigiani) 

SPAIN 
Chick Corea 
(Arr. Ph. Marillia) 

FOI ASSIM 
Paulo André & Ruy Barata 
(Arr. Josiel Saldanha) 

Serviço

A série Música de Câmara vai acontecer nesta segunda-feira (20), das 18h30 às 19h30, no Salão Nobre “Foyer” do Theatro da Paz. A entrada é R$2,00, por ordem de chegada e limitada à lotação do Foyer que é de cinquenta lugares. 

Texto: Úrsula Pereira/ Ascom Theatro da Paz