Para celebrar o título de Patrimônio Cultural Mundial, concedido oficialmente ao Theatro da Paz pela Unesco no dia 27 de julho, as visitas guiadas foram gratuitas durante toda semana. Até sexta-feira (31), o Theatro já havia recebido mais de duas mil pessoas. No sábado (1) e no domingo (2) as visitas foram mais especiais, conduzidas pelo historiador Michel Pinho, a programação reuniu centenas de pessoas.
No sábado a visita com o professor começou às 9h30 e foi voltada ao público infantojuvenil. O analista de redes de computadores, Mauro Alexandre Neves levou os filhos Davi de 6 anos, e Rafael, de 4 anos e aprovou a iniciativa. “Eles adoraram, fizeram várias perguntas”, conta.
Mauro também explicou porque decidiu trazer os filhos. “O Theatro da Paz representa muita coisa pra nossa cidade, pra população do estado do Pará, é de uma importância cultural muito grande. Assim como minha mãe fez comigo e com meus irmãos, eu também pretendo fazer com eles. Enriquecer ao máximo o conhecimento sobre a nossa cultura aqui do Norte, principalmente da capital e esse espaço representa muito a nossa história”, conclui.
Já no domingo, a visita foi noturna em horário exclusivo, às 18h30 e finalizou com uma apresentação da Amazônia Jazz Band, um dos corpos artísticos do Theatro.
A mediação do historiador, professor e pesquisador Michel Pinho, abordou o contexto histórico do século XIX, as transformações materiais e arquitetônicas do Theatro, a iconografia da fachada, as relações sociais e políticas expressas nos lugares de assento e o Theatro da Paz como palco mundial da arte, da música e da pintura.
A técnica de enfermagem e museóloga, Vanderlena Veríssimo aproveitou a visita da noite. “Eu gosto muito de história e com esse professor maravilhoso é como se a gente estivesse de volta à quele tempo, foi maravilhoso” diz.
O reconhecimento como patrimônio mundial é fruto da candidatura conduzida e formalizada pelo Iphan em parceria com o Ministério da Cultura (MinC) e o Ministério das Relações Exteriores (MRE), com colaboração das Secretarias de Cultura do Pará e do Amazonas. A junção das duas casas como “Teatros da Amazônia” se deve a história compartilhada como símbolos da Belle Époque, como ficou conhecido o período de extração da borracha no norte do Brasil, no século XIX.
Texto: Juliana Amaral, Ascom Secult