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Museu de Arte Sacra recebe exposição itinerante ‘Jogos Indígenas do Xingu - rituais pela vida ancestral

Mostra segue aberta para visitação até o dia 8 de novembro
Por Yasmin Costa (ASCOM)
08/10/2026 11h35

A Galeria Fidanza, no Museu de Arte Sacra, recebe a exposição “Jogos Indígenas do Xingu – Rituais pela Vida Ancestral”, do fotógrafo, cineasta e documentarista Alexandre Baena, a partir desta quinta-feira (8), às 18h.

Após percorrer diferentes cidades do país, a mostra chega à capital paraense e convida o público a conhecer o universo ancestral dos povos indígenas do Xingu, retratando seus jogos esportivos, suas manifestações culturais e seus rituais, que preservam tradições milenares. A exposição itinerante, idealizada pelo fotógrafo, cineasta e documentarista Alexandre Baena, que também assina a curadoria, reúne imagens do I Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu, realizado em 2025, no município de Altamira, no sudoeste do Pará. Os registros destacam a cooperação entre as comunidades indígenas e a competitividade saudável promovida pelos jogos, que envolvem crianças, jovens, adultos e idosos. A iniciativa busca fortalecer a identidade dos povos participantes, preservar suas tradições, dar visibilidade ao evento esportivo e valorizar o potencial turístico da região.

As modalidades esportivas evidenciaram a força física e as habilidades individuais e coletivas dos participantes, fundamentadas na cultura ancestral de cada povo. Os representantes das etnias competiram em provas de arco e flecha, arremesso de lança, corrida de bastão, cabo de força, tiro ao alvo e corrida livre de 100 metros, nas categorias masculina e feminina, além de disputas de canoagem, futebol e natação.

Realizado entre os dias 17 e 20 de julho de 2025, em Altamira, na região do Médio Xingu, no Pará, o I Festival de Cultura e Jogos Indígenas do Xingu reuniu representantes das etnias Arara, Xipaya, Kuruaya, Asurini, Xikrin do Trincheira Bacajá, Kayapó do Kararaô, Parakanã, Araweté e Juruna. Também participaram como convidados os povos Gavião Kyikatejê, Krimei Xikrin, do rio Cateté, e Kayapó Mebêngôkre, da Terra Indígena Kayapó. Os jogos ocorreram na arena da orla do cais, às margens do rio Xingu, e transformaram o espaço em um encontro de celebração da vida e da ancestralidade dos povos indígenas. Com a participação de mais de 900 atletas de 14 etnias, o evento valorizou a diversidade cultural indígena por meio de manifestações artísticas, música, esportes, saberes, práticas e tradições seculares.


A exposição iniciou sua itinerância em Curitiba (PR), no Museu de Arte Indígena (MAI), e seguiu para Brasília (DF), onde integrou a programação especial do Dia dos Povos Indígenas, em 19 de abril, no Senado Federal. Em seguida, a mostra passou por São Paulo (SP), Recife (PE) e Manaus (AM). O projeto conta com o patrocínio do Governo do Estado do Pará, por meio do Banpará, da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), da Prefeitura de Altamira, da Secretaria de Estado de Turismo (Setur) e do Governo Federal, por meio do Ministério da Cultura. A iniciativa tem o apoio da Federação dos Povos Indígenas do Pará (Fepipa) e a realização da MAB Comunicação.

Em Belém, a exposição permanece aberta à visitação pública na Galeria Fidanza até o dia 8 de novembro de 2026 e depois segue para Altamira.


O fotógrafo Alexandre Baena explica que a finalidade da exposição é ir além de um registro, mas garantir o pertencimento e a perpetuação de um modo de vida e dos costumes que vibraram de uma maneira especial na arena montada às margens do Xingu, “É um momento de conexão, uma jornada carregada de energia e, principalmente, identidade da raiz do povo brasileiro, as apresentações culturais e com as disputas, a maioria das atividades foram à noite, e o trabalho técnico para realçar a luminosidade que destaca minhas telas foi um desafio interessante o contraste entre a baixa velocidade de captura da imagem e a energia que ditava uma dinâmica frenética na frente de minhas lentes, produzindo verdadeiras pinturas, que são documentos impressionantes”, detalha o artista.

As lentes de Alexandre Baena já somam, em 2026, 42 exposições ao redor do Brasil. “Já levamos a Marujada de Bragança, o Festribal de Juruti, o Círio de Nossa Senhora de Nazaré, o Sairé de Santarém, pelas cinco regiões brasileiras, a exposição ‘Juruti - Festival das Tribos’, foi apresentada na Green Zone, como parte das atividades culturais da 30ª Conferência das Partes, reunião anual das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, que aconteceu em Belém do Pará de 10 a 21 de novembro de 2025, a Cop30, com as agremiações Munduruku e Muirapinima. 2026 iniciamos os Jogos Indígenas do Xingu, a continuidade em circuito nacional da exposição do Sairé, e no segundo semestre, a inédita Bois e Máscaras de Odivelas. Todas em espaços especiais e acolhedores e isso é algo maior que o reconhecimento de uma trajetória profissional e artística, pois ainda há muito o que fazer, mas como sempre tenho dito, as pontes que criamos, os abraços que trocamos e a cultura que levamos na linha de frente de cada itinerância é o que mais abre portas para essa jornada incrível, a acolhida sempre é com um sorriso, muitas vezes com lágrimas de emoção na descoberta de particularidades tão fortes de um Brasil continental e que é gigante e que merece ser redescoberto, com uma narrativa própria e em espaços de valorização da arte e da nossa cultura! Poder viver isso é incrível e meus aplausos vão para todos que são retratados em minhas telas, pois sem essa energia, a imagem não existiria”, arremata Alexandre Baena.

Serviço:
Exposição: ‘Jogos Indígenas do Xingu - rituais pela vida ancestral’
Período: 08 de outubro a 08 de novembro de 2026
Abertura: 08 de outubro - 18h
Visitação: Terça a domingo - 9h às 17h
Local: Galeria Fidanza - Museu de Arte Sacra

Texto com inforamções da assessoria.