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Fachada do MEP exibe curta-metragem sobre a Revolta da Cabanagem

Por Quezia Dias (SECULT)
09/01/2023 13h07

No primeiro dia do Preamar Cabano, neste sábado (7), o Museu do Estado do Pará (MEP) reproduziu um curta-metragem da história da Cabanagem através de um vídeo mapping na fachada do espaço. Realizada pelo Governo do Pará, por meio da Secretaria de Estado de Cultura (Secult), a programação homenageia o mês em que se comemora a revolta dos cabanos e os 407 anos de Belém, e segue até o dia 31 de janeiro.

A exibição do vídeo mapping iniciou às 19h, com produção por VJ Lobo. Quem passou pela fachada do espaço pôde observar de forma lúdica a história dos cabanos que lutaram durante o século XIX em busca de melhores condições de vida e maior independência.

A Revolta da Cabanagem foi um dos eventos mais importantes do período Brasil império, sendo uma luta conjunta que reuniu indígenas, negros, cabanos e a população em massa que reivindicavam maior independência e tomaram o palácio do governo de Belém, em 6 de janeiro.

A revolta é um marco para a história do Pará e deve ser transmitida para que todos reconheçam a luta do povo, afirma Cássia de Rosa, diretora do MEP. "É muito significativo, para que possamos contar um pouco da história e despertar o interesse das pessoas em conhecer a história do Pará", destacou.

Assim como as múltiplas linguagens, o audiovisual permite a absorção do conhecimento em formato visual. Para o produtor VJ Lobo, o vídeo mapping é a expansão do cinema para as ruas, possibilitando a salvaguarda da história regional.

"Eu sou muito feliz em participar desse projeto porque é a memória da cidade. Nós somos o único estado brasileiro que derrubou um poder por meio de articulação popular. Contar essa história por vídeo mapping, pelo audiovisual, é sensacional. Damos acesso às pessoas a essa informação de uma forma colorida", acrescentou.

Vindo de Manaus, o indígena Tupinambá e membro da Associação Cultural Povos da Amazônia, Juliano Machado, esteve na fachada do MEP para prestigiar a data emblemática. "Nós consideramos [dia 7 de janeiro] a data mais importante para a Amazônia, pro povo da Amazônia como um todo, porque representa uma vitória do nosso povo contra o resultado de vários séculos de opressão", finaliza.